Este fim de semana o Miguel , filhote de 15 anos a fazer 16 não tarda, meu único filho do meu segundo casamento, esteve cá em casa (bem como as filhotas Joana e Rita)
Nada de especial a não ser, ele Miguel, ter-me revelado estar a ler a Metamorfose do Kafka, para espanto meu, com agradável entusiasmo.
Exultei, pois com a idade dele, recordo-me de ler tudo o que me passava pelas mãos, tendo, com essa idade, lido, entre outros, Aquilino Ribeiro, com o dicionário ao lado, pois a dimensão do meu vocabulário, nessa altura, a tal não se conseguia acometer! (nesse tempo Kafka ainda não tinha sido editado entre nós)
Jubilando e para além de lhe o demonstrar, aproveitei para o incitar a manter tal gosto pela leitura - como fundamental - lendo e lendo sempre, pois quem gosta de Kafka, por certo gostará de ler outros autores, diferentes, expondo ideias e conceitos que nos levem, de melhor forma, a entender o Mundo que nos rodeia, as Pessoas.
Eu, se ainda por cá estiver, me predispus a, modestamente, o aconselhar ler o que ainda hoje considero, essencial ler. Sobretudo, se aconselhe com quem bem mais sabe do que eu, que só sei que nada sei.
Eu, se ainda por cá estiver, me predispus a, modestamente, o aconselhar ler o que ainda hoje considero, essencial ler. Sobretudo, se aconselhe com quem bem mais sabe do que eu, que só sei que nada sei.
Por agora, regozijo-me e congratulo-me que ele se mantenha, na Metamorfose, com o Kafka.
Num futuro mediato, espero que ele consiga ser dominado pelo desejo de ler de que eu fui possuído com a idade dele, reiteradamente, pelos anos fora, agora mais parcimoniosamente, por contrangimentos visuais.





