domingo, 17 de janeiro de 2010
Disfarçar a emoção, ou não, eis a questão
Hoje de tarde assisti a uma reportagem da CNN, das muitas que esta estação tem efectuado sobre o Haiti, com um batalhão imenso de repórteres, destacados para o teatro de operações.
Consegui apanhar o nome do repórter Ivan Watson que em directo para os estúdios, com ar consternado, narrava a sua experiência vivida ontem, de uma vítima, entalada entre os escombros, conseguira ainda viva, enviar a um dos seus familiares, que de acordo com esse familiar, dizia:
"Please do your best, do not let me die!"
O repórter, continuou, dizendo que aquela vítima, por impossibilidade atempada de auxilio, havia perecido e sido enterrada hoje, após resgate, passando a emissão para os estúdios, para a colega (da qual não consegui apanhar o nome)
Até aqui, para mim foi mais uma reportagem de um repórter no terreno, empenhado em narrar mais um dos inúmeros casos que ocorreram e continuam, infelizmente a ocorrer naquele flagelado país.
O que sinceramente me emocionou, foi a impossibilidade da pivot, no estúdio, ser incapaz de dizer mais do que:
hã, ok Ivan...
...em voz completamente embargada pela emoção, em frente da câmara, no estúdio, sendo perfeitamente visível as lágrimas que à face lhe afloraram, emissão que rapidamente foi desviada para outro plano, evitando, obviamente, o prolongar de uma situação pungente, inultrapassável, para a pivot.
Provavelmente este episódio, demonstrando forte emoção, chorando em frente da câmara, em termos de jornalismo poderá não ser o mais profissionalmente correcto.
Para mim se-lo-á certamente, mesmo que os manuais digam o contrário
Foto do New York Times
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Afinal sempre evoluimos, mas pouco
O que aqui hoje me traz é a evidente constatação de que a experiência, a vivência, ao longo dos anos, em contraposição a princípios Humanistas, nos trazem analogias factuais, que mesmo dolorosas, nos confortam e premeiam, pelo menos a nível intelectual.Vem este intróito a propósito do que o recente terramoto no Haiti provocou e está a provocar, não tanto em termos materiais, mas muito mais em termos Humanos, quer pela perda de vidas, quer por aquilo que ainda se virá a contabilizar em feridos, eventuais futuros inválidos, por um lado, e, por outro, a enorme onda de solidariedade que se propagou, por todo o lado um pouco, felizmente.
Teria eu aproximadamente 20 anos, em 1964 portanto, quando conheci, por motivos profissionais o Gunter, homem já maduro, um inquestionável técnico de radar, ao serviço de um fabricante norte-americano, representado pela empresa onde eu, naquela altura, trabalhava.
Ele veio a Portugal para ministrar um curso de radar de tempo, implantado no nariz dos aviões (também conhecido por Doppler, por ser baseado no principio descoberto pelo austríaco com o mesmo nome) à equipa de formação da TAP.
O Gunter era alemão e estava sediado nos escritórios da filial da empresa norte-americana para que trabalhava em Frankfurt, assegurando, para toda a Europa, treino e assistência técnica aquele tipo de equipamento.
Após dois dias, de forma espontânea, e com alguns alguns whiskies aconchegados depois do jantar, dissertou sobre a sua experiência como piloto da Deutsche Luftwaffe, (força aérea alemã) durante a segunda guerra mundial, ao serviço da qual, por ter sido atingido por um avião inimigo e uma aterragem forçada, ficou sem parte de uma perna, daí o arrastar da mesma, pois utilizava uma prótese sem flexibilidade. (a tecnologia protésica não tinha chegado ainda às articulações, suponho)
Até aqui nada de extraordinário a não ser a minha atenção e espanto pela narrativa, pois era para mim surpreendente poder ouvir ao vivo, histórias dum participante na segunda guerra mundial.
Todavia cedo se me desfez o encanto.
Assim foi.
Palavra puxa palavra, falava eu da ditadura que ainda grassava em Portugal, das recentes lutas contra esse Estado, incluindo as estudantis (nas quais havia participado) da tragédia humana que proliferava por este Mundo fora, miséria, fome e provação de milhões de seres humanos.
Lembro-me, a este propósito, ter dado como exemplo a Índia e a possibilidade de ajuda dos países ricos (como a Alemanha) disponibilizando ajuda às necessidades prementes que aquele país necessitava…
Aí, inesperadamente, todo o ADN nazi do Gunter se revelou, plenamente.
Não!
A Índia não precisava de ajuda externa, coisa nenhuma.
Mandar para lá comida era agravar o problema.
Como?
Simplesmente porque desse modo eles ficavam com mais possibilidades de sobreviver, com mais força para copularem e, concomitantemente, aumentar a população, aumentar o mal.
A sua solução era simples: deixa-los morrer, naturalmente, de fome, ou doença.
Por isso e não obstante as assimetrias que ainda se verificam neste Planeta com 6.902 milhões de pessoas - a persistência da fome, miséria e desigualdades sociais - o movimento solidário de ajuda à tragédia do Haiti, me deixa mais confortado, mas não descansado, todavia.
Sejamos honestos e reconheçamos que antes do terramoto - mesmo considerando as recentes e cíclicas tempestades naturais que por ali são recorrentes - quem se importou, antes, com a miséria, com a tirania e violência que sobre o povo Haitiano se abateu durante anos?
Será mais ou menos um Dolar ou Euro depositado numa qualquer conta, uns milhões que sejam, por alegadamente bondosa caridade que irá remediar este mal?
Será evocarmos os Deuses, rogando-lhes ajuda Divina?
Quem se importou, preocupou, importa ou preocupa de forma consequente, pelos povos africanos, sul-americanos, sub-sarianos e orientais entre outros, que continuam a morrer, diariamente, com falta de tudo o que é essencial? (recordemos o que sem ser de dimensão ou origem idêntica, cá em Portugal começa a ter contornos e dimensão social séria)
Há certamente muita gente. Mas não toda da mesma forma.
Sejamos honestos e reconheçamos que antes do terramoto - mesmo considerando as recentes e cíclicas tempestades naturais que por ali são recorrentes - quem se importou, antes, com a miséria, com a tirania e violência que sobre o povo Haitiano se abateu durante anos?
Será mais ou menos um Dolar ou Euro depositado numa qualquer conta, uns milhões que sejam, por alegadamente bondosa caridade que irá remediar este mal?
Será evocarmos os Deuses, rogando-lhes ajuda Divina?
Quem se importou, preocupou, importa ou preocupa de forma consequente, pelos povos africanos, sul-americanos, sub-sarianos e orientais entre outros, que continuam a morrer, diariamente, com falta de tudo o que é essencial? (recordemos o que sem ser de dimensão ou origem idêntica, cá em Portugal começa a ter contornos e dimensão social séria)
Há certamente muita gente. Mas não toda da mesma forma.
Afinal, alguma coisa mudou, mas muito pouco.
Mas também, muito mais é preciso. Sobretudo, deixarmos de ser hipócritas.
Mas também, muito mais é preciso. Sobretudo, deixarmos de ser hipócritas.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Vísivel, finalmente!
Finalmente e graças à solícita colaboração, empenho pessoal e profissionalismo de um Amigo e vizinho, consigo agora sim, tornar mais acessível um catálogo com parte relevante da minha obra pictórica.
Não sendo exaustiva, a mostra agora disponibilizada, possibilita , de melhor forma, a visão mais aproximada à realidade produzida.
Sugiro, modestamente, dêem um salto ao:
www.somethingformypleasure.blogspot.com
e…, comentem, como vos aprazer ou desaprazer!
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
O Miguel, O Kafka e eu
Este fim de semana o Miguel , filhote de 15 anos a fazer 16 não tarda, meu único filho do meu segundo casamento, esteve cá em casa (bem como as filhotas Joana e Rita)
Nada de especial a não ser, ele Miguel, ter-me revelado estar a ler a Metamorfose do Kafka, para espanto meu, com agradável entusiasmo.
Exultei, pois com a idade dele, recordo-me de ler tudo o que me passava pelas mãos, tendo, com essa idade, lido, entre outros, Aquilino Ribeiro, com o dicionário ao lado, pois a dimensão do meu vocabulário, nessa altura, a tal não se conseguia acometer! (nesse tempo Kafka ainda não tinha sido editado entre nós)
Jubilando e para além de lhe o demonstrar, aproveitei para o incitar a manter tal gosto pela leitura - como fundamental - lendo e lendo sempre, pois quem gosta de Kafka, por certo gostará de ler outros autores, diferentes, expondo ideias e conceitos que nos levem, de melhor forma, a entender o Mundo que nos rodeia, as Pessoas.
Eu, se ainda por cá estiver, me predispus a, modestamente, o aconselhar ler o que ainda hoje considero, essencial ler. Sobretudo, se aconselhe com quem bem mais sabe do que eu, que só sei que nada sei.
Eu, se ainda por cá estiver, me predispus a, modestamente, o aconselhar ler o que ainda hoje considero, essencial ler. Sobretudo, se aconselhe com quem bem mais sabe do que eu, que só sei que nada sei.
Por agora, regozijo-me e congratulo-me que ele se mantenha, na Metamorfose, com o Kafka.
Num futuro mediato, espero que ele consiga ser dominado pelo desejo de ler de que eu fui possuído com a idade dele, reiteradamente, pelos anos fora, agora mais parcimoniosamente, por contrangimentos visuais.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Música e Palavras
Já agora...
Sem pretensões de intelectualite aguda, ou intenções de acabar ou diminuir a música pimba, aqui vos deixo uma pérola que recebi hoje de um amigo via email.
Não obstante as más condições acústicas ambientais, o multi-cromatismo dum mercado aliado à música, resulta num completo e soberbo (passe a redundância) resultado pedagógico em relação à música (e palavras), com efeitos de prazer lúdico bem evidentes nas imagens.
Seria uma coisa gira a aplicar, por exemplo, no MARLN, Ribeira ou Bulhão,ou ainda na Assembleia da República, porque não?
Sem pretensões de intelectualite aguda, ou intenções de acabar ou diminuir a música pimba, aqui vos deixo uma pérola que recebi hoje de um amigo via email.
Não obstante as más condições acústicas ambientais, o multi-cromatismo dum mercado aliado à música, resulta num completo e soberbo (passe a redundância) resultado pedagógico em relação à música (e palavras), com efeitos de prazer lúdico bem evidentes nas imagens.
Seria uma coisa gira a aplicar, por exemplo, no MARLN, Ribeira ou Bulhão,ou ainda na Assembleia da República, porque não?
Juris et de jure, ou jure imperil?
Como exercício de cidadania (avançada) proponho-vos um artigo do MC, para reflexão.Acho que vai sendo tempo de alguns dos que ainda conservam - ou agora despertam - para a necessidade de criar uma massa critica suficiente para mudar este estado de coisas, intervenham, activamente, chamando os bois pelo nome.
A Mensagem
O conselheiro Noronha Nascimento deu-me há dois anos uma entrevista. Falou-se dos problemas gerais da Justiça em Portugal. Numa fase mais intensa da conversa, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça invocou o "Paradigma kantiano" para sustentar a sua tese. Perguntei-lhe o que queria dizer com isso. "Está a querer fazer-me um exame?", ripostou, irritado com a minha impertinência ou desconhecimento. Ou com as duas coisas. "Não, pergunto-lhe do alto da minha ignorância", disse-lhe deixando que a impertinência perdurasse por si na insistência da dúvida (que era genuína). Noronha Nascimento respondeu-me com uma síntese maravilhosa do modelo filosófico que tem servido para explicar tudo e o seu contrário em campos tão diversos como a astronomia, a ciência política, a teologia. Para o presidente do Supremo Tribunal o Paradigma de Kant significava (entendi eu e anotei para referência futura) que se julga "coisas" (é o termo usado por Kant) diferentes de modo diferente e "coisas" iguais de modo igual. Reside aqui toda a estabilidade do Direito. É por isto que eu acho digno de atento registo que o presidente do Supremo tenha aposto despachos diferentes nos dois conjuntos de escutas das conversas entre Sócrates e Vara. Se o fez, foi porque considerou que são coisas diferentes. A 3 de Setembro, Noronha Nascimento considera o primeiro grupo de seis episódios de escutas que envolvem o primeiro-ministro como sendo nulas por terem sido recolhidas irregularmente. E por aí se fica. Dois meses depois instado a pronunciar-se sobre um novo grupo de cinco escutas entre Sócrates e Vara, o presidente do Supremo Tribunal adiciona às suas considerações sobre a nulidade das provas recolhidas um elemento novo: Considera que depois de avaliado este segundo conjunto de cinco escutas ele não denotava ilegalidades.
O presidente do Supremo Tribunal julga "coisas" iguais da mesma maneira. E "coisas diferentes" de modo diferente. Logo, o primeiro conjunto de seis escutas que recebeu é diferente do segundo grupo de cinco. Tão diferente que no primeiro conjunto que avaliou se limitou a considerar irregular o modo como tinha sido obtido. Declarando-o nulo por isso. Mas abstendo-se de qualquer comentário sobre valores que poderiam ser "ponderados em dimensão de ilícito penal". Tudo isso ficaria para o segundo conjunto que para Noronha Nascimento era não só inválido mas não era incriminatório. Portanto, o primeiro conjunto de seis conversas entre o primeiro-ministro e o vice-presidente do BCP que o presidente do Supremo Tribunal tinha avaliado era, apenas, "nulo". Mas poderia ter dimensões de crime. De facto, é de concluir que teria dimensões de crime. Porque ao ilibar no segundo Noronha Nascimento acusa no primeiro. A menos que o presidente do Supremo Tribunal de Justiça tivesse julgado as mesmas "coisas" de modo diferente. O que não pode ter acontecido.
Mário Crespo in Jornal de Notícias 04.01.2010
Mário Crespo in Jornal de Notícias 04.01.2010
domingo, 3 de janeiro de 2010
Incontornavelmente, a todos os meus Amigos
Friendship is the kind of love
that never can grow old.
Warm and cozy it will stay
when other things are cold.
that never can grow old.
Warm and cozy it will stay
when other things are cold.
Assim é meus Amigos!
Ainda com restrições, mas mais apto para ir entrando nestas lides, não posso, por imperativo de carácter, deixar de efectuar um intróito de reconhecimento, sentido, a todos os que directa ou indirectamente me acompanharam neste período restritivo.
Não Vos prometo assídua permanência, neste ciberespaço, quer em comentários quer em asserções, mas conto, estar em tempo mediato, mais presente, junto de Vós.
Por isso e para não ser exaustivo, início este regresso, com uma modesta pretensão a poema, que Vos dedico, com muita amizade. (como Kandisky disse, para pintar abstracto, é condição essencial ser-se um verdadeiro poeta; no caso vertente, uma delas não sou, logo não terei nenhuma!)
Depois, fugazmente, justaponho pensamentos sobre a Amizade, de três autores que me são queridos e nos quais me revejo. (o último, provocatório é para o Jaime)
Amigos
Dia cinzento, pardacento,
Chuvoso, frio, sem alento,
Sem poder ler, tento escrever
Sentado, tentando aquecer.
Levanto-me, tento na tela algo pintar
Cuidadosamente, sem a querer marfar
Inspiração que se me desanda
Perdida, síncrona, quejanda.
Cá dentro, persiste o ruminar
Todos, a aflorarem ao Recordar
Levando-me a cogitar ideias, mais ideais,
Conduzindo-me a Amigos que esquecerei jamais.
J. Ferreira 03-01-2009
A Amizade Ideal
Nada é mais agradável à alma do que uma amizade terna e fiel. É bom encontrarmos corações atenciosos, aos quais podes confiar todos os teus segredos sem perigo, cujas consciências receias menos do que a tua, cujas palavras suavizam as tuas inquietações, cujos conselhos facilitam as tuas decisões, cuja alegria dissipa a tua tristeza, cuja simples aparição te deixa radiante! Tanto quanto for possível, devemos escolher aqueles que estão livres de afecções: de facto, os vícios rastejam, passam de pessoa para pessoa com a proximidade e qualquer contacto com eles pode ser prejudicial.
Tal como numa epidemia, devemos ter o cuidado de não nos aproximarmos das pessoas afectadas, porque correremos perigo só de respirarmos perto delas, também, em relação aos amigos, devemos ter o cuidado de escolher aqueles que estão menos corrompidos: a doença começa quando se misturam os homens saudáveis com os doentes. Não estou, com isto, a exigir-te que procures e sigas apenas o sábio: de facto, onde encontrarás um homem destes, que procuro há tanto tempo? Procura o menos mau, antes de procurares o óptimo.
(...) Evitemos, sobretudo, os temperamentos tristes, que se lamentam de tudo e não deixam escapar uma única ocasião de se queixarem. Apesar de toda a fidelidade e de toda a bondade que possa demonstrar, um companheiro perturbado, que chora por tudo e por nada, é um inimigo da tranquilidade.
Séneca, in 'Cartas a Lucílio'
A Melhor Prova duma Real Amizade
A melhor prova duma real amizade está em evitar os compromissos entre aqueles que se estimam. Ainda que devendo muito aos que muito me louvam, eu não quero ser-lhes obrigada pela gratidão. Mas sim grata porque estou com eles, devido a circunstâncias que a todos nós agradam e são um laço mais entre nós, sem constituírem um dever. Eu pretendo dizer da amizade o que Diógenes dizia do dinheiro: que ele o reavia dos seus amigos, e não que o pedia. Pois aquilo que os outros têm pelo sentimento comum não se pede, é património comum. Neste caso, a amizade.
Agustina Bessa-Luís, in 'Dicionário Imperfeito'
Amizade na Empatia Divergente
As pessoas que mais admiro são aquelas que melhor divergem da minha pessoa. Claro está, só se diverge de outrem dentro do que nos é comum. Porque há quem nada tenha de comum connosco, nem sequer a própria existência e a mesma humanidade. E não esqueçamos que o espaço e o tempo são aparências por nós fabricadas para dar passo ao espírito e não lenha para nos queimarmos. Ao mesmo tempo e no mesmo espaço podem juntar-se as pessoas mais alheias entre si e como não acontece na História em tempos e espaços diferentes. A universalidade humana é tão vária que pode um satisfazer inteiramente a sua e sem que lhe passe sequer pela cabeça a de outro que satisfaça também completamente a dele.
O tempo de cada qual é o justo para si. Não é dado a ninguém a ocasião da polícia do tempo de outrem. De modo que à porta da nossa intimidade havemos de pôr a admiração por aquele que vai entrar, tanto em quanto diverge como em quanto coincide connosco. Por outras palavras: não vale mais o nosso mistério do que o de outro qualquer. Só o mistério chega inteiro ao fim.
Almada Negreiros, in 'Textos de Intervenção'
Subscrever:
Mensagens (Atom)




