quarta-feira, 6 de abril de 2011
Finalmente, aos dinossauros!
Consegui, finalmente, transpor para a tela a merecida homenagem aos dinossauros, agora que me desloquei para o seu habitat paleontológico...
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Ah, Simplesmente, o mar...
Olha os meus olhos morena
porque a aventura é ficar
se a minha terra é pequena
eu quero morrer no mar.
Lençois de algas e peixes
de barcos a menear
no dia em que tu me deixes
eu quero morrer no mar.
E se o negro é a tua cor
respirando devagar
depois do amor meu amor
eu quero morrer no mar.
António Lobo Antunes
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Aos meus Caros e Bons Amigos
Estive ontem com o médico para inspecção da visão, que era suposto ter melhorado.
Não vos dar pormenores, mas fartei-me de levar na cabeça e a confirmação de que o meu olho direito, tem mesmo de descansar, pelo menos até testes mais apurados a efectuar no Hospital da Cruz Vermelha.
Assim, meus Caros e Bons Amigos vou estar uns tempos menos assíduo nos vossos espaços, mais restringido, para bem dos olhitos, sobretudo o direito.
Como alguém disse, eu repito:
I shall be back!
Beijos e abraços,
José
domingo, 24 de janeiro de 2010
Coincidências fadistas, fado da vida
A vida é assim, como o fado.
Incondicional amante de toda a música, salvo a sacra e de câmara (nem toda) não posso deixar de admitir ter um carinho muito particular pelo fado.
Primeiro, por ser alfacinha de gema, tendo-o vivido bem de perto, depois porque através dele, grandes poetas têm sido cantados, tornando-os, assim, mais conhecidos.
Para evitar provocar susceptibilidades nortenhas, devo confessar que também no Porto se canta excelente fado, embora aí, a minha experiência, tivesse sido bastante fugaz.
Tive, em parte da minha juventude, o privilégio de viver a noite deambulando pelas catedrais do fado vadio, que se cantava sobretudo no Bairro Alto, Alfama e Mouraria.
Foi todavia no Bairro Alto que mais poisei, sempre com a trupe da Avenida de Roma, arrancando de forma variável e aleatória, dos cafés VáVá, Luanda (por onde poisava entre outros o Paulo de Carvalho) do Londres ou da Mexicana.
Dependendo da disposição e disponibilidades financeiras - sempre escassas - iniciávamos, invariavelmente, a ronda na Praça da Alegria, (Márcia Condessa/Hot Club) subindo por ali acima até ao Bairro Alto.
Ali, ao abrigo de salutar convivência e calor Humano, lá íamos poisando nas diversas tascas, onde, além de se petiscar por módicos preços, se podia ouvir fado até às tantas da noite. Quer os músicos, quer os fadistas eram amadores, sucedendo, na maioria dos casos, serem complementados, por clientes que jeito para a arte possuíam e a executavam, quer a solo quer em acesas e etilizadas desgarradas.
Por vezes lá apareciam, sedentos das mesmas partilhas, a da noite e a do fado, figuras conhecidas de outras áreas,como, por exemplo, o Mário Zambujal e o José Cardoso Pires, entre outros, alguns até fadistas consagrados, nos seus dias de folga.
Não terei certamente memória para mencionar todos os fadistas que naquela época cantavam e que faziam as delícias de quem do fado gostava, mas não posso deixar de mencionar alguns dos que mais apreciei, a começar pelo Alfredo Marceneiro, o Carlos Ramos, a Lucília do Carmo, (mais tarde e presentemente o filho, o Carlos) o Fernando Farinha, a Teresa Tarouca, o Manuel de Almeida, sem, claro, esquecer a Rainha Amália.
Que me perdoem os inúmeros outros que não menciono
Vem isto a propósito, devido a uma coincidência sucedida esta semana.
Não obstante não ter deixado de gostar de fado, constato que me desactualizei bastante, não tendo acompanhado a evolução, a transformação que se foi introduzindo no fado, sobretudo a nível de reposição de valores.
Não a considerando uma fadista de gema, confesso que da nova recente geração de fadistas só me recordo da Marisa e do Camané, por serem os mais badalados em termos de media.
Voltando à coincidência.
Esta semana recebi de um amigo um pps, via email, com o fado “Buzios” da Ana Moura.
Ontem, Sábado, esteve circunstancialmente, cá em casa, a Joana Amendoeira.
Sinceramente confesso que não conhecia nem uma, nem outra.
Depois de ouvir vários fados de ambas, confesso-me totalmente rendido e feliz por esta coincidência, pois sem dúvida que considero, para mim, que descobri duas interpretes de grande qualidade.
Para quem não conhece e, como eu, goste de fado, recomendo veementemente uma incursão pelo YouTube, onde facilmente encontrarão profusa matéria audío-visual, sobre elas.
Para já limitar-me-ei a incluir, para partilha, um vídeo clip de cada uma delas.
Apreciem
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Parabéns Meryl Streep
Não é sem talento que se chega ao sétimo Golden Globe!
Ela mereceu-os, sem dúvida!
Imagem de Le Figaro.
Meryl Streep et son 7e Golden Globe. Là, c’est celui de la Meilleure Actrice dans une comédie en french gastronome dans Julie & Julia, de Nora Ephron.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
O poder do terror
Porque não fiz o que muitos colegas meus fizeram, com a minha idade - fugir para fora do país - acabei por estar presente, como muitos outros milhares de jovens portugueses, numa das frentes de guerra que o Estado Colonial, mantinha em três países africanos. (designados, na altura, como províncias ultramarinas) .
Recordo-me, que, em Angola, onde estive em serviço, 27 meses o maior medo que se nos deparava, era invariavelmente ter de fazer trajectos rodoviários, quer em colunas militares puras, quer em protecção a colunas de reabastecimento civil, sempre em pisos de terra batida, designadas por “picadas”.
Isto por duas simples razões.
A primeira ser potencialmente vítima da explosão de uma mina anti-carro, a segunda, ser simultaneamente sujeito a uma emboscada.
A segunda poderia suceder sem a ocorrência da primeira, sendo todavia, ambas igualmente letais.
A segunda poderia suceder sem a ocorrência da primeira, sendo todavia, ambas igualmente letais.
Tratava-se, evidentemente, de uma guerra em que os diferentes povos autóctones locais (de norte a sul, de formas diferentes, diga-se) defendiam a independência do seu território, colonizado durante séculos, condição que viria a ser reconhecida, quando nós, aqui, obtivemos a democracia.
Apelida-los, como o regime político dessa época utilizou, politicamente, designando-os de “terroristas” foi termo com que nunca concordei.
Isto porque, a utilização de minas anti-carro ou anti-pessoais, neste caso, têm de ser consideradas militarmente como normais, num teatro de guerra aberta, não utilizadas para atacar populações civis, mas sim as tropas inimigas.
Após este prólogo, julgo poder expressar o meu mais veemente repúdio pelas técnicas “terroristas” essas sim, “terroristas” utilizadas por diversos movimentos ou facções, alegadamente políticos, religiosos ou o que sejam, utilizando o terror, no uso indiscriminado de bombas em espaços repletos de civis, como meio para atingirem os seus propósitos.
Deverão neste âmbito ser incluídas as acções recorrentes de movimentos como os dos talibãs, no Afeganistão, da ETA no País Basco, (e não só) do agora mais sossegado, IRA na Irlanda, isto claro, sem esquecer a influência, mortífera e nefasta acção - directa ou indirecta - nos diferentes cenários internacionais da Al-Qaeda, não esquecendo outros como as FARC na Colômbia, senhores da guerra e droga espalhados um pouco por todo o Planeta.
Chamem-lhes o que quiserem, mas actos destes, não passam de atentados cobardemente perpetrados, a coberto de alegadas ideologias, politicas ou religiosas, assassinando populações indefesas, humanos, crianças, mulheres e homens.
Chamem-lhes o que quiserem, mas actos destes, não passam de atentados cobardemente perpetrados, a coberto de alegadas ideologias, politicas ou religiosas, assassinando populações indefesas, humanos, crianças, mulheres e homens.
Assim, claramente, o que repudio frontalmente, e considero que tem de ser duramente combatido é o facto de que esses grupos ainda não se tenham apercebido que continuam a actuar, impunemente, com uma completa ausência de princípios Humanistas, injectando, psicologicamente ideais fundamentalistas, corrosivos, desprovidos de qualquer Essência Civilizacional Fundamental, induzindo e mentalizando jovens a auto-liquidarem-se, assassinando, por arrasto, outros ou a liquidarem directamente milhares de inocentes, que nada têm a ver com os princípios e os valores que alegadamente dizem defender.
Julgo que nenhuma religião, credo religioso ou político, pode impunemente, justificar continuar a matar, estropiar e destruir só simplesmente por seguirem as suas enviesadas leis e credos, considerando que estas, são de per si, justificação para tais actos.
Será que no século XXI, conseguiremos deixar que o terror continue a imperar, deste modo?
Não, certamente que não, mas...
...há que mudar este estado de coisas.
Como?
Não sei, exactamente, mas ...
...suponho, sem grande margem de erro, que terá de ser com duro sacrifício, sobretudo para os que o mal propagam, aos que nada de mal fizeram.
Bolas!
Ou será que, mesmo de bengala, terei de ir à guerra de novo?
Não, certamente que não, mas...
...há que mudar este estado de coisas.
Como?
Não sei, exactamente, mas ...
...suponho, sem grande margem de erro, que terá de ser com duro sacrifício, sobretudo para os que o mal propagam, aos que nada de mal fizeram.
Bolas!
Ou será que, mesmo de bengala, terei de ir à guerra de novo?
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