Houve desde que me recordo, dois homens das artes, dois Júlios, que sempre admirei e me inspiraram.
Um Resende outro Pomar.
É com pesar que aqui venho hoje, simplesmente, para homenagear o Júlio Resende, homem simples, que vejo partir.
Fica em paz Júlio Resende.
Tu Júlio Pomar, vê se te aguentas homem!
Para ambos, até sempre.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Finalmente, aos dinossauros!
Consegui, finalmente, transpor para a tela a merecida homenagem aos dinossauros, agora que me desloquei para o seu habitat paleontológico...
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Ah, Simplesmente, o mar...
Olha os meus olhos morena
porque a aventura é ficar
se a minha terra é pequena
eu quero morrer no mar.
Lençois de algas e peixes
de barcos a menear
no dia em que tu me deixes
eu quero morrer no mar.
E se o negro é a tua cor
respirando devagar
depois do amor meu amor
eu quero morrer no mar.
António Lobo Antunes
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Aos meus Caros e Bons Amigos
Estive ontem com o médico para inspecção da visão, que era suposto ter melhorado.
Não vos dar pormenores, mas fartei-me de levar na cabeça e a confirmação de que o meu olho direito, tem mesmo de descansar, pelo menos até testes mais apurados a efectuar no Hospital da Cruz Vermelha.
Assim, meus Caros e Bons Amigos vou estar uns tempos menos assíduo nos vossos espaços, mais restringido, para bem dos olhitos, sobretudo o direito.
Como alguém disse, eu repito:
I shall be back!
Beijos e abraços,
José
domingo, 24 de janeiro de 2010
Coincidências fadistas, fado da vida
A vida é assim, como o fado.
Incondicional amante de toda a música, salvo a sacra e de câmara (nem toda) não posso deixar de admitir ter um carinho muito particular pelo fado.
Primeiro, por ser alfacinha de gema, tendo-o vivido bem de perto, depois porque através dele, grandes poetas têm sido cantados, tornando-os, assim, mais conhecidos.
Para evitar provocar susceptibilidades nortenhas, devo confessar que também no Porto se canta excelente fado, embora aí, a minha experiência, tivesse sido bastante fugaz.
Tive, em parte da minha juventude, o privilégio de viver a noite deambulando pelas catedrais do fado vadio, que se cantava sobretudo no Bairro Alto, Alfama e Mouraria.
Foi todavia no Bairro Alto que mais poisei, sempre com a trupe da Avenida de Roma, arrancando de forma variável e aleatória, dos cafés VáVá, Luanda (por onde poisava entre outros o Paulo de Carvalho) do Londres ou da Mexicana.
Dependendo da disposição e disponibilidades financeiras - sempre escassas - iniciávamos, invariavelmente, a ronda na Praça da Alegria, (Márcia Condessa/Hot Club) subindo por ali acima até ao Bairro Alto.
Ali, ao abrigo de salutar convivência e calor Humano, lá íamos poisando nas diversas tascas, onde, além de se petiscar por módicos preços, se podia ouvir fado até às tantas da noite. Quer os músicos, quer os fadistas eram amadores, sucedendo, na maioria dos casos, serem complementados, por clientes que jeito para a arte possuíam e a executavam, quer a solo quer em acesas e etilizadas desgarradas.
Por vezes lá apareciam, sedentos das mesmas partilhas, a da noite e a do fado, figuras conhecidas de outras áreas,como, por exemplo, o Mário Zambujal e o José Cardoso Pires, entre outros, alguns até fadistas consagrados, nos seus dias de folga.
Não terei certamente memória para mencionar todos os fadistas que naquela época cantavam e que faziam as delícias de quem do fado gostava, mas não posso deixar de mencionar alguns dos que mais apreciei, a começar pelo Alfredo Marceneiro, o Carlos Ramos, a Lucília do Carmo, (mais tarde e presentemente o filho, o Carlos) o Fernando Farinha, a Teresa Tarouca, o Manuel de Almeida, sem, claro, esquecer a Rainha Amália.
Que me perdoem os inúmeros outros que não menciono
Vem isto a propósito, devido a uma coincidência sucedida esta semana.
Não obstante não ter deixado de gostar de fado, constato que me desactualizei bastante, não tendo acompanhado a evolução, a transformação que se foi introduzindo no fado, sobretudo a nível de reposição de valores.
Não a considerando uma fadista de gema, confesso que da nova recente geração de fadistas só me recordo da Marisa e do Camané, por serem os mais badalados em termos de media.
Voltando à coincidência.
Esta semana recebi de um amigo um pps, via email, com o fado “Buzios” da Ana Moura.
Ontem, Sábado, esteve circunstancialmente, cá em casa, a Joana Amendoeira.
Sinceramente confesso que não conhecia nem uma, nem outra.
Depois de ouvir vários fados de ambas, confesso-me totalmente rendido e feliz por esta coincidência, pois sem dúvida que considero, para mim, que descobri duas interpretes de grande qualidade.
Para quem não conhece e, como eu, goste de fado, recomendo veementemente uma incursão pelo YouTube, onde facilmente encontrarão profusa matéria audío-visual, sobre elas.
Para já limitar-me-ei a incluir, para partilha, um vídeo clip de cada uma delas.
Apreciem
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Parabéns Meryl Streep
Não é sem talento que se chega ao sétimo Golden Globe!
Ela mereceu-os, sem dúvida!
Imagem de Le Figaro.
Meryl Streep et son 7e Golden Globe. Là, c’est celui de la Meilleure Actrice dans une comédie en french gastronome dans Julie & Julia, de Nora Ephron.
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